Consumidores pagam caro por combustíveis em meio à guerra de liminares

Em meio à guerra de liminares sobre o aumento de impostos que incidem nos combustíveis, os consumidores seguem pagando caro para abastecer. Mesmo com a decisão, de sexta-feira, da 20ª Vara do Distrito Federal para que os preços antigos fossem retomados em todo o país, o litro da gasolina continuou a ser vendido a quase R$ 4,10 no DF. A primeira instância afirmou que o governo foi notificado da determinação, mas os valores na bomba não caíram. E ontem à noite, a Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu reverter a liminar. Governo vai zerar tarifa de importação de 322 máquinas e equipamentos

O governo vai reduzir a zero as tarifas de importação de 322 máquinas e equipamentos industriais sem fabricação nacional, no programa chamado ex-tarifário. A decisão deve sair publicada no Diário Oficial desta terça-feira (22/8). Leia mais notícias em Economia Originalmente, esses bens seriam tributados em 14% a 16%. De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), esses produtos serão utilizados em projetos que envolverão investimentos de US$ 3,169 bilhões, principalmente nas regiões Sudeste e Nordeste do Brasil. Tribunal derruba quarta liminar contra aumento dos combustíveis

O presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, desembargador federal Hilton Queiroz, derrubou a quarta liminar que suspendia os efeitos do decreto presidencial que eleva o PIS/Cofins sobre os combustíveis. Na última sexta-feira (18/8), a juíza Adverci Rates Mendes de Abreu, da 20ª Vara Federal de Brasília, havia barrado o aumento dos combustíveis. A decisão da Corte, proferida nesta segunda-feira, acolhe pedido da Advocacia-Geral da União. Leia mais notícias em Economia Esta é a quarta vez que um tribunal derruba liminar concedida pela Justiça em primeiro grau para suspender os efeitos do decreto presidencial. Ministério de Minas e Energia propõe privatizar a Eletrobras

O Ministério de Minas e Energia anunciou, nesta segunda-feira (21/8), que vai propor ao Conselho do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) a privatização de parte da Eletrobras. Para a instituição, a medida, que foi feita com empresas como Embraer e Vale, vai trazer mais competitividade e agilidade para a empresa ser administrada sem as imposições previstas para estatais. O plano vai permitir que a empresa se atualize em relação aos requisitos exigidos no Novo Mercado, equiparando acionistas públicos e privados com transparência.Leia mais notícias em EconomiaDe acordo com o Ministério, as dívidas e responsabilidades em relação à Eletrobrás aumentaram e os problemas relacionados a ineficiências deixaram um déficit social de cerca de R$ 4 trilhões, que poderiam ser investidos em segurança, educação e saúde. Decisão da PGR eleva preocupação com reformas e juros fecham em alta

Os juros futuros fecharam a sessão regular desta segunda-feira (21/8), em alta, definida no período da tarde, refletindo receios com o cenário para as reformas após a informação de que a Procuradoria-Geral da República (PGR) ofereceu denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), na Operação Zelotes. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 (262.820 contratos) fechou em 8,07%, de 8,05% no ajuste anterior; a taxa do DI para janeiro de 2020 (119 525 contratos) terminou na máxima de 8,90%, ante 8,83% no ajuste de sexta-feira. A taxa do DI para janeiro de 2021 (145. Meirelles espera aprovação de reforma da Previdência ainda em 2017

 O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reiterou nesta segunda-feira (21/8), a confiança na aprovação da reforma da Previdência neste ano, embora tenha reconhecido que o tema é "controverso". Após participar de almoço na editora Abril, na capital paulista, Meirelles disse ver em mais de 50% a chance de a proposta de mudança nas aposentadorias passar até o fim do ano no Congresso e reafirmou que a matéria deverá avançar junto com a reforma tributária, próxima frente a ser atacada pelo governo "Vai haver debate grande. É controverso, mas é importante para o País que o problema seja enfrentado. Não adianta não fazer agora e ter que fazer daqui dois anos, ou fazer uma reforma muito mitigada, podendo ter que fazer outra depois", comentou o titular do ministério da Fazenda. Se aprovado, Refis pode incrementar a arrecadação da União em R$ 10 bilhões

A terceira versão do programa de refinanciamento de dívidas tributárias com a União, o Refis, já tem sido discutida com a Câmara dos Deputados, afirmou o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, nesta segunda-feira (21/8). “Foi iniciado um processo de discussão com a comissão da Câmara indicada para fazer a votação”, garantiu, após participar de almoço na editora Abril, em São Paulo (SP). Leia mais notícias em Economia  A proposta será enviada por meio de Projeto de Lei de iniciativa do Executivo e precisará da aprovação dos deputados e senadores para ser implementada. Se aprovada, deve incrementar a arrecadação da União em R$ 10 bilhões, contabilizou Meirelles. Superávit da balança comercial foi de US$ 1,332 bi na 3ª semana de agosto

A balança comercial brasileira registrou resultado positivo de US$ 1,332 bilhão na terceira semana de agosto (14 a 20), de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 21, pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). O montante foi alcançado com exportações que somam US$ 4,117 bilhões e importações de US$ 2,785 bilhões. No mês, o resultado acumulado até o domingo, 20, é superavitário em US$ 2,548 bilhões, resultado de vendas ao exterior que somam US$ 11,050 bilhões e importações de US$ 8,502 bilhões. Em 2017, o superávit comercial atinge US$ 45,058 bilhões, com exportações de US$ 137,521 bilhões e importações de US$ 92,463 bilhões. Desembargador do TRF-1 suspende leilão de usinas da Cemig

Em uma derrota para o Palácio do Planalto, o desembargador Souza Prudente, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), decidiu suspender o leilão das usinas de Jaguara, São Simão, Miranda e Volta Grande, da Cemig. A Advocacia-Geral da União (AGU) informou ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, que deve recorrer ainda nesta segunda-feira (21/8). A briga judicial da Cemig com a União, envolvendo a concessão das quatro usinas, está no centro do debate sobre o cumprimento da meta fiscal deste ano. A equipe econômica incluiu nas contas de 2017 a previsão de arrecadar R$ 11 bilhões com a venda das usinas. Temer: Brasil e Paraguai têm adotado medidas para modernizar economia

O presidente Michel Temer afirmou nesta segunda-feira (21/8), durante brinde em almoço oferecido no Itamaraty ao presidente do Paraguai, Horacio Cartes, que é otimista sobre o futuro das relações comerciais do Brasil com o Paraguai e que há convergência de prioridades entre os dois países. "Presidente Cartes e eu temos adotado medidas para modernizar a nossa economia", afirmou. Diferente do presidente do Paraguai, Temer não citou a situação da Venezuela em seu discurso. O presidente brasileiro disse ainda que em um "mundo marcado por tendências isolacionistas a nossa resposta é cada vez mais integração". Meirelles não vai à reunião dos Brics para tratar de assuntos internos

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, permanecerá no País em vez de acompanhar o presidente da República, Michel Temer, na reunião de cúpula dos Brics, que reunirá os líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul de 3 a 5 de setembro, na cidade chinesa de Xiamen. De acordo com a assessoria de imprensa do ministro, ele ficará para acompanhar uma "série de questões que exigem sua presença", como as negociações com o Congresso sobre as propostas do Refis, da reoneração da folha de pagamentos e da reforma da Previdência O secretário de Assuntos Internacionais da pasta, Marcello Estevão, é quem representará o ministério na viagem. A previsão é que Meirelles participe do encontro dos presidentes de bancos centrais e ministros da Fazenda do G20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo, marcado para ocorrer em outubro, em Washington, nos EUA. O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, também deve participar do evento. Gasolina sobe em 14 Estados e no DF, mostra ANP; no Brasil, alta é de 0,11%

O valor médio da gasolina vendido nos postos brasileiros subiu em 14 Estados brasileiros e no Distrito Federal na semana passada, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), compilados pelo AE-Taxas. Na média nacional, a alta foi de 0,11%, para R$ 3,762 o litro. Em outros 12 Estados brasileiros, incluindo São Paulo, o preço da gasolina recuou. Em São Paulo, maior consumidor do País, o litro da gasolina caiu 0,59% na semana passada, de R$ 3,540, para R$ 3,519, em média. Ministro diz que são falsas as notícias de que salário mínimo será reduzido

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, publicou um vídeo em redes sociais para dizer que são falsas as notícias na internet de redução do salário mínimo.“Não é verdade que o governo reduziu o salário mínimo”, disse, acrescentando que o valor em vigor neste ano é de R$ 937 e para 2018 valerá o que está na lei. “O valor definitivo só será conhecido em dezembro quando teremos um número mais preciso sobre a inflação de 2017”, explicou.Leia mais notícias em EconomiaNa última terça-feira (15), o governo divulgou nova previsão para o salário mínimo no próximo ano. Fundo público de R$ 3,6 bilhões desafia fiscalização eleitoral

O fundo eleitoral aprovado na comissão da reforma política da Câmara dos Deputados vai despejar bilhões de reais em campanhas políticas no próximo pleito sem a garantia de fiscalização do uso dos recursos públicos destinados aos partidos. Pela proposta que deve ser analisada nesta semana no plenário da Casa, até R$ 3,6 bilhões serão reservados para custear gastos com propaganda política, mas a atual estrutura da Justiça Eleitoral enfrenta desafios para averiguar a aplicação do montante, considerado alto por especialistas.O valor, acrescido das verbas já separadas para o Fundo Partidário, pode passar de R$ 4 bilhões - na campanha eleitoral de 2014, os partidos declararam oficialmente gastos de R$ 5,1 bilhões, quando ainda eram permitidas as doações empresariais. Apesar da falta de consenso, os deputados propõem a destinação de 0,5% da receita corrente líquida da União para o financiamento de campanhas, mas já discutem a redução da quantia para 0,25%. Taxas futuras de juros estão estáveis à espera de votações no Congresso

As taxas de juros futuros abriram esta segunda-feira (21/8) rondando a estabilidade, com os agentes em compasso de espera pela agenda da semana, que inclui a votação da reforma política no plenário da Câmara e também a da Medida Provisória 777, que trata da nova Taxa de Longo Prazo (TLP) para os contratos do BNDES. Por volta das 9h45, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 estava em 8,05%, mesma do ajuste de sexta-feira (18); enquanto a taxa do DI para janeiro de 2020 marcava 8,83%, igual à anterior; e a taxa do DI para janeiro de 2021 apontava 9,43%, de 9,42% na sexta. Leia mais notícias em EconomiaNesta manhã, o Relatório de Mercado Focus mostrou que os economistas do mercado financeiro elevaram levemente suas projeções para o IPCA neste ano, de 3,50% para 3,51%. Já a estimativa para o índice no ano que vem permaneceu em 4,20%. Juros caem, mas taxa continua alta para empréstimos e financiamentos

O consumidor que toma dinheiro emprestado ainda sente pouco os efeitos da redução da taxa básica de juros, a Selic, hoje em 9,25% e com perspectiva de chegar a 7,5% até o fim deste ano. Segundo os dados mais recentes do Banco Central, em junho do ano passado, quando a Selic ainda estava em 14,25% ao ano, as taxas médias de juros no crédito consignado - a linha mais barata de financiamento pessoal - estavam em 29,4% ao ano, sendo 2,2% ao mês. Um ano depois, com o juro básico a 10,25% (a taxa só caiu para 9,25% no fim de julho), a taxa a que o consumidor tem acesso na boca do caixa recuou pouco, para 27,4% ao ano, sendo 2,0% ao mês.A maior redução foi vista no crédito sem garantia, em que as taxas médias passaram de 128,2% ao ano (7,1% ao mês) para 125,0% ao ano (7,0% ao mês), na mesma comparação. Projeção do Focus para Selic no fim de 2017 segue em 7,50% ao ano

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica de juros) para o fim de 2017 e 2018. O Relatório de Mercado Focus trouxe nesta segunda-feira (21/8), que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 7,50% ao ano. Há um mês, estava em 8,00%. O levantamento indicou ainda que a mediana das projeções dos economistas para a Selic no fim de 2018 permaneceu em 7,50% ao ano, ante 8,00% de um mês atrás. Alta do PIB de 2017 segue em 0,34% no mês de agosto, calcula Focus

Já após a divulgação do Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) do segundo trimestre do ano, os economistas do mercado financeiro mantiveram as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 e 2018. A expectativa de alta para o PIB deste ano seguiu em 0,34% no Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira (21/8). Há um mês, a perspectiva estava no mesmo patamar. Para 2018, o mercado manteve a previsão de alta do PIB, de 2,00%. Petrobras reajusta gasolina em 3,3% e diesel em 2,3% nesta terça-feira

A Petrobras vai elevar os preços da gasolina em 3,3% e do diesel em 2,3% a partir desta terça-feira (21/8). A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores. Leia mais notícias em EconomiaEm vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente. Inadimplência leva bancos a negociarem R$ 200 bilhões em 'créditos podres'

A piora da inadimplência por causa da recessão gerou um volume bilionário de créditos em atraso no País. O movimento obrigou os bancos a intensificarem a venda dessas operações para empresas especializadas em cobrança, em um mercado conhecido como o de "créditos podres" - dívidas que já estão há bastante tempo vencidas e, portanto, de difícil recuperação. A estimativa é que as instituições financeiras movimentem entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões em créditos podres este ano, ante uma média de R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões negociada nos últimos anos, segundo fontes ouvidas pelo 'Estadão/Broadcast'. Nos últimos três anos, o sistema financeiro brasileiro "limpou" de seus balanços cerca de R$ 200 bilhões em prejuízos.