Empregados vão à Justiça contra presidente da Eletrobras após declarações

 A Associação dos Empregados da Eletrobras (AEEL) vai recorrer ao Judiciário e à Comissão de Ética Pública após recentes declarações do presidente da companhia, Wilson Ferreira Junior. O executivo chaou de "vagabundos" e "safados" gerentes da estatal. "A AEEL e sindicatos desconhecem a existência, no corpo funcional na Eletrobras, de empregados vagabundos, safados ou inúteis, que ganham entre R$ 30 mil e R$ 40 mil, como exposto pelo presidente da Eletrobras", diz a entidade em nota. Leia mais notícias em Economia A associação destaca que somente gerentes possuem como benefício garagem, secretária e celular corporativo e que as indicações gerenciais passam pela aprovação formal do presidente e diretores. Carestia dá alívio e carne cai até 40% em supermercados do DF

A crise política que envolve a JBS, maior processadora de proteína animal do mundo, e os problemas enfrentados pelos exportadores brasileiros de carne bovina acabaram tendo reflexo positivo no bolso do consumidor.  De acordo com pesquisa realizada pelo Correio, o preço do produto caiu em boa parte dos supermercados do Distrito Federal. Em um dos estabelecimentos, o quilo do contrafilé, que custava R$ 43,69 na semana passada, recuou para R$ 25,69, uma redução superior a 40%. Mas é possível encontrar o produto por R$ 17,99 em outro mercado. Especialistas alertam que o que pesa no bloqueio da carne é o câmbio

O governo brasileiro anunciou ontem o início de uma investigação para averiguar a causa das inconformidades que os Estados Unidos apontaram em 11% da carne bovina in natura exportada para aquele país. Desde que foi deflagrada a Operação Carne Fraca, os EUA vinham fiscalizando 100% dos contêineres do produto brasileiro e, na última quinta-feira, decidiram suspender a importação do Brasil.Uma das hipóteses levantadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é que tenham sido encontradas peças alteradas pela reação à vacina contra a febre aftosa, que causam abcessos no gado,  mas não são prejudiciais à saúde. O governo e especialistas em comércio exterior alertam, contudo, que, para além da questão sanitária, há um forte componente econômico na questão. Tesouro Direto atinge em maio R$ 45,6 bi, maior patamar da história

O estoque de investimentos no Tesouro Direto atingiu em maio R$ 45,6 bilhões, o maior valor da história. De acordo com balanço divulgado pelo Tesouro Nacional, em maio foram feitas 221.005 operações, com valor médio de R$ 8.723,08 cada. Governo reconhece problema de qualidade na carne exportada aos EUA

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou nesta sexta-feira (23/6), que o governo reconhece o problema de qualidade na carne brasileira exportada aos EUA. Segundo ele, o aparecimento de abscessos na carne bovina in natura, que levou os americanos a anunciarem na quinta-feira (22/6), o embargo ao produto brasileiro, é proveniente da vacinação contra febre aftosa. Leia mais notícias em Economia  "O Brasil tem o status de livre de febre aftosa com vacinação", disse Maggi, em entrevista em Cuiabá (MT). De acordo com o ministro, o Brasil talvez seja o único país nesta situação, de ser livre da aftosa e ainda vacinar o gado. Ministro da Fazenda admite estudo para uso do FGTS como seguro-desemprego

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, admitiu em entrevista à imprensa nesta sexta-feira (23/6) que existem estudos dentro do governo para o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como seguro-desemprego. "Isto é algo que está em discussão. Não tem uma definição, está em fase inicial", disse ele, falando que tanto a Fazenda como o Planejamento estão tocando a questão. Leia mais notícias em Economia  A ideia é reter parte do FGTS para bancar o seguro-desemprego de trabalhadores demitidos sem justa causa. Meirelles lamenta suspensão de compra de carnes pelos EUA

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, comentou e lamentou nesta sexta-feira (23/6), a decisão do governo norte-americano, anunciada pelo secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, de suspender a compra de carne bovina in natura brasileira. "Não há dúvida de que isso tem uma determinada relevância no sentido de que é um mercado importante, é um item importante da pauta de exportações brasileiras. De fato é negativo, isso é algo que vamos ter que olhar", disse o ministro a ser perguntado como estava vendo o embargo.Meirelles disse que o Ministério da Agricultura está trabalhando nisso para ver quais são os problemas para resolvê-los. Meirelles: trabalho continua sendo feito e as reformas seguem em andamento

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, destacou em apresentação nesta sexta-feira (23/6), em São Paulo que as "reformas fundamentais da economia continuam sendo discutidas e avançando no Congresso". Ele disse que as perspectivas para o andamento da reforma trabalhista é positiva, apesar do revés sofrido nesta semana na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. "Estamos decidindo atualmente o que será o Brasil dos próximos anos e nas próximas décadas", disse logo no início de sua apresentação em evento da Câmara Americana de Comércio (Amcham - Brasil). A reforma trabalhista, observou, vai passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e Meirelles disse que a perspectiva é positiva. Meirelles: não há discussão sobre idade mínima de aposentadoria de mulheres

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta sexta-feira (23/6), que não existe nenhum estudo ou discussão dentro do governo que vise à redução da idade mínima para a aposentadoria das mulheres. "Eu li isso hoje em algum lugar, mas não há essa discussão na agenda do governo", disse o ministro em rápida entrevista que aos jornalistas após ter participado no período da manhã em evento da Câmara Americana (Amcham).Meirelles disse, inclusive, que conversou nesta sexta com os secretários da pasta que cuidam mais de perto das questões relacionadas à reforma da Previdência e essa discussão não chegou a ele. Com relação ao impacto da crise política sobre a economia, o ministro voltou a afirmar que, na margem, ela exerce influência sobre o Produto Interno Bruto (PIB). FGV projeta IPC-S de junho que pode, se confirmado, ser o menor em 11 anos

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) na terceira quadrissemana de junho teve a primeira deflação (-0,12%) desde a primeira quadrissemana de agosto de 2013 (-0,02%), informou o coordenador do índice na Fundação Getulio Vargas, Paulo Picchetti. A queda foi inesperada para Picchetti, que estimava uma variação próxima a essa (-0,10) para o fechamento do mês. "Certamente, essa deflação será maior no fim de junho", afirma. Por isso, o economista revisou sua projeção para o IPC-S de junho para deflação de 0,30%, que, se confirmada, será o menor resultado para o indicador em 11 anos, já que no sexto mês de 2006 a variação foi de -0,40%. Presidente da Eletrobras chama funcionários de 'vagabundos' e 'inúteis'

 Em uma polêmica conversa com sindicalistas, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, afirmou que a companhia tem 40% de chefes "inúteis" e "vagabundos". As declarações geraram mal-estar na empresa e motivou uma paralisação de 24 horas dos funcionários. A conversa foi gravada em áudio, e gerou um pedido de desculpas de Ferreira Júnior (leia abaixo). A reunião com os representantes de sindicatos teria ocorrido no sábado 17/6, com o objetivo de discutir um corte de 11 mil cargos no quadro da empresa. Meirelles: não interessa fazer reforma que obrigue a fazer outra em 3 anos

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, declarou nesta sexta-feira (23/6), que não vale a pena fazer uma reforma da Previdência que cria a necessidade de fazer outra reforma daqui a poucos anos. Ele reconheceu, porém, que dentro do quadro atual, de crise política, pode haver algumas mudanças. "Estamos discutindo isso", afirmou respondendo a pergunta da plateia em evento da Câmara Americana de Comércio (Amcham - Brasil) após fazer palestra que durou cerca de 40 minutos."Na minha opinião, não nos interessa fazer uma reforma que nos obrigue a fazer outra em três anos", disse ele. Meirelles: PIB potencial, com reformas, pode superar a marca de 3,5% ao ano

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, declarou em palestra na Câmara Americana de Comércio (Amcham - Brasil) que com as reformas aprovadas no Congresso, o Produto Interno Bruto (PIB) potencial do Brasil pode ter crescimento acima de 3,5% ao ano entre 2018 e 2027. Sem reformas, o PIB potencial do Brasil deve crescer bem menos, de 2,3% em média ao ano entre 2018 e 2027. "O governo está tomando as medidas necessárias para garantir a estabilidade da economia", disse ele, ressaltando no final de sua apresentação que o foco são as reformas. "As reformas estruturais vão aumentar a produtividade do País", completou. Saques de contas inativas do FGTS injetam R$ 7,2 bi no varejo, diz CNC

Os recursos das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) fechadas até dezembro de 2015, sacados após medida de estímulo do governo Michel Temer, provocaram, em março e abril, um impacto positivo de R$ 7,2 bilhões nas vendas do comércio varejista brasileiro, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgado nesta sexta-feira (23/6).O valor injetado no varejo corresponde a 43% do montante sacado, que somou R$ 16,6 bilhões, segundo a CNC informou, conforme dados da Caixa Econômica Federal. O valor corresponde ainda a 6,2% das vendas nos segmentos do varejo impactados, mostra o levantamento.Em abril, foram sacados R$ 11,1 bilhões das contas inativas do FGTS. Serasa: indicadores de crédito mostram fundo do poço e recuperação lenta

O mercado de crédito dá sinais de estabilização, especialmente entre as pessoas físicas, o que fica evidente nos números relativos a consumo e inadimplência, disse o presidente do Serasa Experian, Jose Luiz Rossi, em seminário realizado na manhã desta sexta-feira (23/6), pela Amcham. "Temos convicção de que o pior já passou e todos os indicadores são de que batemos o fundo do poço e começamos uma recuperação lenta", disse.Rossi pontuou, entretanto, que esse movimento é mais visível entre as pessoas físicas, uma vez que a inadimplência entre as empresas continua subindo. "O crédito é caro e há poucas garantias. JBS e Minerva notificam Cade de venda de ativos barrada pela Justiça

O acordo da JBS para a venda de suas operações de carne bovina no Paraguai, Uruguai e Argentina por US$ 300 milhões ao Grupo Minerva foi notificado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A informação de que o negócio já está sob a análise do órgão consta de edital publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (23/6).A operação já havia sido informada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), mas a chegada do caso ao orgão antitruste se dá logo depois que a Justiça Federal barrou a transação por considerar, entre outros aspectos, "prematura qualquer decisão judicial de liberar a venda de ações requerida, bem como das medidas cautelares", porque haveria, até agora, "fragilidade das provas apresentadas" pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, sobre propinas pagas a políticos com foro privilegiado.O Grupo Minerva informou que o contrato fechado entre as partes já previa "condições suspensivas" como essa. FGV: consumidores esperam inflação de 6,9% em 12 meses a partir de junho

A mediana da inflação esperada pelos consumidores nos próximos 12 meses ficou em 6,9% em junho, um recuo de 0,2 ponto porcentual em relação ao resultado de 7,1% verificado em maio, informou nesta sexta-feira (23/6), a Fundação Getulio Vargas (FGV), que divulgou o Indicador de Expectativa de Inflação dos Consumidores.O resultado representa o menor patamar desde janeiro de 2013, quando a inflação esperada para os próximos 12 meses estava em 6,3%. Na comparação com o mesmo período no ano anterior, o indicador registra recuo de 3,6 pp. "A tendência de queda das taxas projetadas de inflação vem ocorrendo desde março de 2016 e reflete a recessão prolongada e seus efeitos sobre o consumo das famílias. FGV: Preços ao Consumidor fica em -0,12% na 3ª quadrissemana de junho

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) registrou deflação de 0,12% na terceira quadrissemana de junho, desacelerando 0,25 ponto porcentual em relação à última leitura do indicador, que mostrara alta de 0,13%, informou a Fundação Getulio Vargas nesta sexta-feira (23/6). Sete das oito classes de despesas analisadas apresentaram decréscimo nas taxas de variação nesta medição: Habitação (0,44% para -0,18%), Alimentação (-0,39% para -0,57%), Transportes (-0,08% para -0,20%), Educação, Leitura e Recreação (0,36% para 0,32%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,56% para 0,40%), Comunicação (-0,04% para -0,17%) e Despesas Diversas (0,49% para 0,45%). Em contrapartida, apenas o grupo Vestuário acelerou na passagem da segunda para terceira quadrissemana de junho, de 0,47% para 0,50%.. Em relatório de inflação, BC mantém indefinição sobre redução de juros

 O Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado ontem pelo Banco Central (BC), não trouxe surpresas, de acordo com especialistas. Apesar de ter reduzido as projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para menos de 4% neste ano, o BC manteve a indefinição sobre qual será o ritmo de corte dos juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em julho. As incertezas no cenário político e a falta de indicações mais firmes sobre a recuperação da economia levaram o colegiado a sinalizar que está mais propenso a reduzir a Selic (taxa básica de juros), em 0,75 ponto percentual. No entanto, os analistas avaliam que não está descartado um novo corte de um ponto. Salários de servidores públicos brasileiros estão entre os maiores do mundo

Apesar das reclamações de que os reajustes nos últimos anos foram abaixo da inflação, os salários dos servidores públicos continuam entre os mais altos do mundo, informou o Ministério do Planejamento. O fato fica comprovado quando se confronta a percentagem das despesas com pessoal com as receitas (arrecadação), explicou Arnaldo Lima, assessor especial do órgão. O impacto nos cofres do Tesouro é alto, considerados os padrões internacionais. No Brasil, as remunerações consomem 31,3% das receitas, acima de outros países da Europa e da Ásia (25,3%), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico — OCDE (25%) e do Sul da Ásia (19,4%), entre outros.